quinta-feira, 6 de março de 2008

Abrindo o bueiro

Uma manhã, caminhava com a Faísca quando vi o ano de 1983 escrito no bueiro. Parecia um sinal pois naquele mesmo período achara um diário de anotações da montagem original de Bailei na Curva, 1983. Estava trabalhando no livro quando vi o ano estampado no bueiro. Tirei a foto e a Faísca botou a língua para fora. O livro já está escrito, mas nunca foi editado. A Faísca morreu no início deste ano e eu resolvi botar a língua a funcionar. Abrindo um dispositivo que ficou relegado as gavetas durante anos. E agora começa a sair, aos pouco, sob o fogo brando e consistente dos anos em que as idéias ficaram incubando para virem a luz maduras, saborosas e nutritivas.
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2 comentários:

Cacá Corrêa disse...

Julio querido...Que emoção...Quanta coragem,quanta batalha...Que ensinamento...Só posso dizer que tenho muito orgulho de ter feito parte de um pequeno pedaço deste sonho...Mas que prá mim, que assistí no Teatro do Ipê quando ainda nem fazia teatro e que depois fiz parte desta obra inesquecível para tantos, foi intenso e simplesmente determinante.
Saudades de tudo!
Sou muito grato meu véio!
Grande Beijo ...To chorando!

flavia disse...

carissimo amigo julio
me emocionei mucho
lembro de ti neste tempo,lembro da fazer a inscricao pra teatro contigo qdo estamos na faculdade,pois tentei fazer historia na epoca
hoje tu deu nesta coisa tao completa, um teatrologo, diretor, ator,escritor e q entende de mentes
o maximo
publica um livro, acho q vai ser bom tu dividir com mais gente
um forte abraco e nao para
flavia aspesi-saltz